Curitiba - Os postos de Curitiba são os primeiros a trocar a nomenclatura das bombas de álcool para etanol no Paraná. A mudança atende à Resolução número 9 de abril deste ano da Agência Nacional de Petrólo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O estabelecimento pioneiro a realizar a alteração simbólica foi o Posto Capanema, na Capital. O Brasil era o único País que ainda não tinha feito a substituição do nome, nomenclatura técnica do biocombustível utilizada internacionalmente.
O diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Oclândio Sprenger, disse que a mudança atende a uma solicitação dos produtores de álcool. Ele acredita que todos os postos do Estado troquem o nome em até seis meses. Já o diretor de abastecimento, qualidade e fiscalização da ANP, Allan Kardec Duailibe, é mais otimista e prevê que a mudança ocorra em mês. Segundo Sprenger, hoje o álcool já tem 60% do mercado de combustíveis e ultrapassou a gasolina, até por conta da disseminação dos carros flex.
O diretor da ANP, acredita que a mudança pode facilitar as vendas de etanol para o mercado externo. O produto vai se tornar uma commoditie, o que pode tornar o combustível menos sujeito a aumentos. As bombas deixarão de usar o nome álcool hidratado combustível para utilizar o termo etanol hidratado combustível. A medida vale para todo o Brasil. No Paraná 2.500 postos vão passar pela adaptação e em Curitiba e Região Metropolitana serão 600. Sprenger acredita que o consumidor vai se adaptar rapidamente à alteração. Os novos adesivos serão confeccionados pelo Sindicombustíveis-PR e a mudança também terá que aparecer nos documentos e notas ficais dos postos.
Adulteração
Hoje, o Paraná tem um índice de não-conformidade no etanol de 3%, percentual semelhante ao nacional e próximo de padrões internacionais. Há dez anos, o índice atingia 12% no Brasil. Segundo Duailibe, o grande problema ainda é o álcool ''molhado'', ou seja, com adição de água e o excesso de álcool na gasolina que pode ter percentual máximo de 25%. Ele alertou que o etanol deve ser transparente nas bombas, caso tenha coloração pode apresentar problemas.
Outro comportamento muito comum no Paraná, especialmente em Curitiba, é o alinhamento de preços entre os postos. O diretor da ANP disse que vê isso com naturalidade e disse que as margens de lucro dos postos é que fazem os preços se alinharem. No entanto, alertou que um preço muito baixo no álcool pode trazer suspeitas de que há sonegação fiscal.

mockup