Seis postos de combustíveis de Londrina foram surpreendidos ontem por uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Procon e Promotoria de Defesa do Consumidor. O objetivo foi averiguar denúncias de irregularidades nos estabelecimentos, o que incluiu o auxílio técnico do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), que verificou a vazão dos produtos nas bombas, e do Comitê Sul Brasileiro de Qualidade dos Combustíveis, responsável pela análise de composição do etanol e gasolina. Além disso, houve a checagem da autenticidade das bandeiras e notas fiscais dos postos. O resultado da operação foi a prisão em flagrante de dois donos de postos e um estabelecimento fechado pela polícia.
Nesses três casos, o problema foi o mesmo. Os proprietários dos postos localizados na Rua Quintino Bocaiúva, Avenida Rio Branco e Saul Elkind estavam utilizando bandeiras de grandes distribuídoras (o que inclui as cores das marcas e até logotipos e uniformes), quando na verdade as notas fiscais comprovavam que eram de bandeira branca. ''Nos estabelecimentos que os proprietários estavam presentes, houve a prisão em flagrante. No caso do posto da Zona Norte, o dono está viajando, por isso resolvemos fechar o estabelecimento'', explicou o promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar.
No posto da Rio Branco ainda ocorreu um caso de ''bomba baixa'', ou seja, a vazão de uma das máquinas era 1% menor do que o consumidor estava efetivamente pagando. ''Esta bomba de diesel foi lacrada. A tolerância para esse tipo de caso é de 0,5%. Este foi o único problema que tivemos em relação a verificação quantitativa'', comentou Jair Ciquini, gerente do Ipem da cidade.
A irregularidade mais leve foi encontrada num estabelecimento localizado na Avenida Tiradentes, na qual o proprietário tinha o alvará do posto mas não o da loja de conveniência. Em relação a qualidade e nível de álcool na gasolina e água no etanol, não houve nenhum problema. ''Esta ação conjunta com outros órgãos é fundamental para o combate de práticas criminosas na cidade, que ferem o Código de Defesa do Consumidor'', avalia Carlos Neves Junior, coordenador do Procon.
Segundo o promotor Sogayar, estas operações serão rotineiras na cidade, mas datas e locais fiscalizados não serão divulgados com antecedência. ''Desta forma a situação vai melhorando e estes postos que apresentaram problemas certamente vão deixar de lesar o consumidor''.

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