Curitiba - Os donos de postos de combustíveis de Curitiba não vão reduzir a margem de lucro na venda de gasolina e álcool, conforme queria a Promotoria de Defesa do Consumidor. Surpresos com a decisão, os promotores de Justiça, Maximiliano Ribeiro Deliberador e João Henrique Vilela da Silveira, estão preparando ação civil pública até o final desta semana propondo que os postos reduzam a margem de lucro na venda dos combustíveis para 11%.
Em assembléia realizada na noite de segunda-feira, os proprietários de postos de combustíveis decidiram contratar uma equipe de auditores para fazer estudos técnicos sobre a margem de lucro viável para os estabelecimentos. Há cerca de 15 dias, eless decidiram elevar os preços da gasolina e álcool. A gasolina que custava em média, entre R$ 2,04 a R$ 2,09 na bomba passou para R$ 2,25 o litro em praticamente todos os postos da cidade. O álcool hidratado, que custava R$ 1,15 passou para R$ 1,35 o litro, em média.
O presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, lamentou a decisão do Ministério Público e disse que a margem de lucro proposta pelos procuradores iria engessar o setor em benefício do empresário que sonega impostos e adultera os combustíveis. Fregonese disse que a redução na margem de lucro não iria ajudar os consumidores porque com o aumento de custos dos estabelecimentos, a margem de 11% viraria em 2% ou 3%. ''Essa situação só daria sobrevida ao mercado marginal'', afirmou.
Atualmente, de acordo com Fregonese, os postos estão trabalhando com margem de lucro de 15%, que coloca Curitiba na oitava colocação no ranking de preços no País.''Existem sete capitais que praticam preços menores que Curitiba, mas tem outras 19 capitais com preço maior'', defendeu-se.
Fregonese acredita que o setor vai conseguir provar no Judiciário que está trabalhando com margem de lucro real, compatível com os custos de compra da gasolina que variam de R$ 1,92 a R$ 1,96 o litro nas distribuidoras. O empresário salientou que no mês passado, para comparação dos preços, o setor estava operando dumping, decorrente de distorções geradas pela sonegação fiscal.

mockup