Postos de combustíveis abrem temporada de preços reduzidos
Carmem Murara
Curitiba
Os postos de combustíveis derrubaram o preço da gasolina na esperança de atrair maior número de consumidores, principalmente aqueles que optaram em deixar o carro na garagem nos últimos meses para evitar gastos excessivos. A gasolina, que chegou a ser vendida em Curitiba por até R$ 1,36, hoje é encontrada a R$ 1,09 e até R$ 1,00, como ocorreu em um dia de promoção feita por um posto na periferia.
A redução no preço começou de maneira tímida em apenas algumas bandeiras como a Shell e Ipiranga, mas já pode ser vista em postos de diversas distribuidoras. O preço preferido nesta época de promoção é R$ 1,199. O posto da bandeira Galática, no Alto da XV, fez uma promoção maior ainda e colocou o litro da gasolina a R$ 1,099.
O Sindicato do Comércio Varejista dos Combustíveis (Sindicombustíveis) diz ser favorável à atitude dos postos que reduziram os preços, mas faz um alerta para o perigo de haver combustível muito barato, mas adulterado. O presidente da entidade, Roberto Fregonese, fez uma conta: a gasolina sai da refinaria por R$ 1,0459 e é repassada às distribuidoras. Estas embutem suas margens de lucro e vendem a gasolina para o comércio varejista a partir de R$ 1,120. Há algo de errado com quem vende abaixo disso, alertou Fregonese.
A venda média de um posto é de 150 mil litros por mês, logo o proprietário teria um faturamento de R$ 6 mil mensais se vendesse gasolina a R$ 1,199. Isso não dá para pagar nem os funcionários do posto.
O erro pode estar tanto na adulteração, quanto na sonegação fiscal. Mas há a possibilidade de que nada disso esteja ocorrendo e que os descontos sejam apenas uma situação passageira para conquistar a clientela, diz. Em janeiro, normalmente, ocorre uma redução de 50% no consumo.





