Postos culpam distribuidoras por preços
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
Os preços do álcool combustível não caíram nos postos de Londrina porque nenhuma distribuidora repassou a queda dos custos praticados pelas usinas. O argumento é do proprietário do Posto Santo Expedito (bandeira Petrobras), João Batista de Lima, e confirmado pelo Sindicombustíveis de Londrina. Segundo Lima, desde o dia 3 do mês passado o preço do litro de álcool está sendo reajustado. Segundo nota fiscal da distribuidora, naquela data o preço de custo era de R$ 1,167392; ontem o custo era de R$ 1,222132.
De acordo com Norma da Silva Ferreira, executiva do Sindicom de Londrina, uma das possibilidades para a manutenção dos custos do álcool é que as distribuidoras tenham formado estoque e, por isso, não repassaram a queda de preços nas usinas. A safra de cana-de-açúcar será encerrada no final deste mês. Reportagem de ontem da FOLHA mostrou que a crise econômica global e a falta de liquidez no mercado reduziu o preço do álcool nas usinas.
Segundo a Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná (Alcopar) a falta de crédito no mercado aliada ao período de safra levou os empresários a vender toda a sua produção para fazer caixa. Nesta época os usineiros precisam de liquidez para pagar o 13º salário dos funcionários e para as despesas de final de ano. Desta forma, aumentou a oferta de produto no mercado enquanto a demanda permaneceu estável. Mesmo assim, levantamento da Agência Nacional do Petróleo mostra que o preço médio do álcool combustível caiu em 17 Estados desde a primeira semana deste mês.


