Postos culpam distribuidoras
O empresário Luiz Jorge Bolognesi, proprietário de cinco postos de combustíveis em Londrina, disse à Folha que não houve combinação de preços entre os revendedores da cidade. O aumento igual, para R$ 1,27, é apontado por ele como ‘‘exigência do mercado’’. Segundo ele, os preços das distribuidoras subiram para R$ 1,10 e R$ 1,12 (Shell, Texaco e Esso). Antes, variavam de R$ 1,03 a R$ 1,04.
Como a média de venda dos postos de Londrina é de 100 mil litros por mês – e com margem de lucro atual de R$ 0,15 – os empresários estariam tendo um lucro bruto de R$ 15 mil, segundo Bolognesi. ‘‘Se o posto tiver dez funcionários, gasta cerca de R$ 8 mil por mês, além de água, luz e aluguel, que varia de R$ 3 mil a R$ 5 mil’’. Quando a gasolina era tabelada pelo governo, a margem era de R$ 0,22 por litro, diz.
O gerente do posto Higienópolis, Sandro Zanchet, disse que aumentou os preços porque ‘‘não aguenta mais perder dinheiro’’. Ele alega que está pagando à Ipiranga R$ 1,10 pelo litro da gasolina. ‘‘Antes, custava R$ 1’’. Alguns postos em Londrina continuam cobrando os mesmos valores da semana passada. No Carrefour, o litro da gasolina ontem custava R$ 1,04 e no Posto 15, na rodovia Celso Garcia Cid, R$ 1,09. (C.L.)

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