Curitiba - Depois que a Justiça concedeu um habeas corpus para o dono da Power Bombas, Cleber Salazar, o Ministério Público (MP) decidiu não pedir mais a prisão preventiva. Ele é acusado de gerenciar um esquema de fraude em bombas de postos de combustíveis.
O MP pretende agora investir mais nas investigações. A ideia é aguardar o laudo do Instituto de Crimilalística a respeito dos materiais da empresa de Salazar. O MP quer ouvir o repórter da TV Globo que fez a reportagem de denúncia para o programa Fantástico.
Segundo o delegado da Delegacia do Consumidor, Jairo Estorilio, os 14 postos que apresentaram lacres das bombas violados são de apenas cinco proprietários. Estorilio disse que a maioria deles negou as fraudes e algum tipo de associação para realizar um suposto estelionato com Salazar. Todos os postos são de bandeira branca com exceção de um. Cada um dos proprietários pagava de R$ 300 a R$ 500 por mês para receber os serviços de Salazar.
Ontem, a polícia cumpriu um mandato de busca e apreensão na casa do sócio do dono da Power Bombas, Antonio Guebur, mas nada foi localizado. O delegado informou que há a possibilidade de o MP pedir o fechamento dos postos Jockey e Arrancadão que são de propriedade do primeiro dono de posto ouvido na segunda-feira, Ângelo Albuquerque Gobbo. Ele também negou qualquer participação no esquema de fraude de combustível.

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