Os preços dos combustíveis subiram novamente ontem em vários postos de Londrina. A média da gasolina variou de R$ 1,77 a R$ 1,79, e o do álcool entre R$ 0,97 a R$ 0,99. No Auto Posto Coimbra, o preço da gasolina passou de R$ 1,69 para R$ 1,78 e, o do álcool, de R$ 0,81 para R$ 0,97; no Posto Duim a gasolina subiu de R$ 1,72 para R$ 1,79 e o álcool de R$ 0,81 para R$ 0,99.
O Posto Carajás vendeu os produtos por R$ 1,77 e R$ 0,97, respectivamente. Na noite de segunda-feira, os combustíveis custavam R$ 1,70 e R$ 0,81 nesse estabelecimento. Outro posto a mexer nas bombas foi o HP, que ontem vendia gasolina por R$ 1,78 e álcool por R$ 0,98. Anteontem, o preço era R$ 1,69 e R$ 0,83.
Gerentes e funcionários desses postos não souberam explicar as razões da alta ontem à reportagem da Folha. Alguns limitaram-se a informar que os proprietários dos estabelecimentos não estavam.
Para o comerciante Jorge Borges, o aumento dos preços está relacionado com os pedidos de prisão preventiva de sete donos e gerentes de postos de Londrina, cujos mandados foram expedidos anteontem pela juíza da 5 Vara Criminal, Oneide Negrão. As prisões foram decretadas a pedido do Ministério Público Estadual em inquérito aberto para apurar formação de cartel e constrangimento ilegal.
''Os donos de postos têm certeza de que os pedidos de prisão não vão dar em nada. O aumento é uma forma de retaliação'', afirmou Borges, que disse já ter presenciado um dono de posto receber ameaças por telefone por trabalhar com preços mais baixos que o mercado. ''Achei correta a atitude da juíza, mas acredito que as distribuidoras também deveriam ser investigadas'', disse o comerciante. Ontem ele pagou R$ 1,78 pelo litro da gasolina. ''Anteontem, paguei R$ 1,69 no mesmo posto''.
O contador Aparecido Brandão também credita a alta de ontem aos mandados de prisão. ''Achei bem estranho o novo aumento. O pedido de prisão é positivo. Agora só falta o cumprimento da lei.''
O delegado operacional da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Márcio Amaro, afirmou que o aumento de ontem mostra que o setor está desafiando e afrontando a Justiça. ''Mas a Justiça tem meios legais de dar a resposta a esses empresários''.

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