COMBUSTÍVEIS Postos aproveitam aumento da gasolina para reajustar o álcool Alta chegou a 13% em Londrina, saltando de R$ 0,599 para R$ 0,680. Empresários alegam ‘adequação de preço’ Cláudia Lopes De Londrina Embora o álcool não tenha aumentado oficialmente, a maioria dos proprietários de postos de Londrina aproveitou a alta da gasolina e do diesel para mexer também no preço do produto. Em alguns casos, o aumento chegou a 13%, sendo maior do que o da gasolina que subiu até 12% na cidade. O índice recomendado pelo Ministério das Minas e Energia foi de 5%. O preço do álcool saltou de R$ 0,599 para R$ 0,680 no Posto HP. O gerente estava viajando ontem e não foi encontrado pela Folha para comentar o aumento. No Posto Santa Cruz, o combustível passou de R$ 0,659 para R$ 0,699. O proprietário do posto Eduardo Tomazetti disse que, mesmo assim, o preço continua desafasado. ‘‘As companhias têm aumentado os preços constantemente. O álcool deveria custar R$ 0,799. O londrinense tem o privilégio de pagar pelos combustíveis 15% menos do que a média nacional. Na gasolina, teve distribuidora que aumentou 9,8%’’. No Posto Ferrari, o litro do produto passou de R$ 0,769 para R$ 0,79. A explicação do gerente José Carlos Moraes é de que os postos fizeram uma ‘‘adequação’’ já que os preços estavam defasados. ‘‘O preço do litro da gasolina em Londrina, por exemplo, deveria ser R$ 1,40, no entanto vendemos por R$ 0,199’’, afirmou. O promotor de Defesa do Consumidor de Londrina, Hélio Cardoso, afirmou ontem que vai analisar os preços do álcool praticados pelos postos. ‘‘Mesmo não sendo tabelado, pode ter havido aumento injustificado de preços. Caso seja configurado o crime, vou comunicar ao Cade’’, prometeu. Segundo ele, a multa para este tipo de crime vai até R$ 3,3 milhões. Cardoso recomendou que consumidores abasteçam em postos que não tenham reajustad. ‘‘Em caso de dúvida sobre a qualidade, devem avisar a promotoria’’. O diretor do Sindicombustíveis em Londrina, Valter Sasso, afirmou que o preço do álcool é livre e subiu porque alguns postos retiraram as promoções. ‘‘Talvez também estejam pagando mais caro pelo produto’’, argumentou. O consumidor Gabriel Carlos ficou indignado. ‘‘Fui ao posto mas não coloquei o álcool. Os posteiros querem que a gente engula isso. O governo não aumentou o álcool. Não tem porque pagar mais’’. O presidente do Sindicombustíveis/Pr, Roberto Fregonese, foi procurado ontem na sede do sindicato em Curitiba pela reportagem da Folha mas não retornou as ligações.