Postos ainda não estão satisfeitos com margem do diesel
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2001
Vânia Casado De Curitiba 
Os postos de combustíveis não vão suspender o fornecimento de combustível aos caminhoneiros na greve da categoria, marcada para o dia 29, como haviam prometido. O recuo foi decidido após o governo ter concordado em elevar a margem de lucro dos postos na venda de óleo combustível, afirmou ontem Pedro Milan, diretor de Planejamento do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis).
Apesar da iniciativa do governo em conceder o reajuste na margem de lucro que passa de R$ 0,07 para R$ 0,10 os postos ainda não estão satisfeitos. Segundo Milan, agora os postos de rodovia saíram da UTI, mas ainda não saíram do hospital.
Mesmo com a promessa de voltar a reajustar a margem de lucro na venda do óleo, passando para R$ 0,11 em abril, o Sindicombustíveis quer discutir uma planilha de custos e periodicidades de reajustes, disse Milan. Se nada for feito agora, os custos voltam a pressionar e os donos de postos ficam impossibilitados de fazer investimentos em infra-estrutura. Para Milan, o ideal é que o governo antecipe de vez a desregulamentação do setor de combustíveis, que está acontecendo em várias etapas. Assim, o governo deixa de controlar a margem de lucro do óleo, defendeu.
Milan disse que 90% dos postos de rodovia se mantém com a venda de óleo combustível, que estava há cinco anos consecutivos sem reajuste na margem de lucro. Nesse período, os donos de postos tiveram que absorver reajustes sucessivos das tarifas públicas, salários e impostos. O resultado dessa camisa-de-força foi o fechamento de 62 postos dos 484 existentes nas rodovias do Paraná.
Em relação à greve dos caminhoneiros, Milan disse que os postos continuam solidários ao movimento e acham que as reivindicações como maior segurança nas estradas e altos custos do pedágio, são mais do que justas.


