Os consumidores londrinenses estão sentindo uma pequena redução no preço dos combustíveis. Ontem a gasolina podia ser encontrada por até R$ 2,25 o litro. Os valores estavam bastante variados. Só na Avenida Brasília (trecho urbano da BR-369), foram encontrados quatro diferentes preços para a gasolina - R$ 2,26, R$ 2,29, R$ 2,36 e R$ 2,38, registrado como o valor mais alto da cidade nos últimos dias.
Os diferentes valores dos combustíveis supreendem e podem ser reflexo da ação do Ministério Público que, no mês passado, investiu contra os donos de postos para apurar a existência de crime contra a ordem econômica (formação de cartel). Na ocasião, dois empresários foram presos. Ontem, o promotor Miguel Sogaiar, responsável pela ação, não foi encontrado pela reportagem para comentar a diferenciação nos preços.
O empresário Antônio Marques da Silva, dono do Auto Posto Vitorino (área central), informou que há dois dias vem oferecendo gasolina a R$ 2,25 e a clientela tem aumentado. O motivo da redução, segundo ele, é um pequeno desconto conseguido junto à distribuidora. ''Toda vez que consigo um desconto, repasso para o consumidor'', afirmou. Silva ainda explicou que para manter esse preço, vem trabalhando com uma margem de lucro reduzida, ou seja, de R$ 0,04 a R$ 0,05 por litro vendido.
Outro fator que pode estar contribuindo para a redução - ainda tímida - no preço dos combustíveis é a pesquisa que os consumidores estão realizando antes de abastecerem o veículo. ''Tem que pesquisar, pois parece bobagem mas alguns centavos fazem a maior diferença'', garantiu a comerciante Antônia Aparecida da Silva.
O estagiário, Sávio Luiz da Silva, também comentou que antes de abastecer o carro, sempre procura dar uma analisada nos preços. ''Estou pesquisando, mas mesmo assim o preço está muito alto e bem diferente dos valores de Curitiba'', lembrou Sávio.
O coordenador regional do Procon, Tito Valle, tem observado que os consumidores estão bastante atentos e que sempre informam ao órgão quais são os postos com os menores e os maiores preços. De acordo com Valle, o Procon pretende realizar na próxima semana um fiscalização nos postos de combustíveis, juntamente com o órgão de Curitiba e também espera receber a colaboração da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Um dos problemas que vem acontecendo, além dos preços altos, é que alguns estabelecimentos estão retirando o painel com os preços dos produtos. ''Por lei isso é obrigatório. O consumidor tem que saber o preço antes de entrar no posto. Nós vamos ser rigorosos'', adiantou.

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