Postos adiam para hoje a alta do combustível
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terça-feira, 02 de fevereiro de 1999
Carmem Murara 
O consumidor curitibano pôde encher o tanque de seu carro sem pagar mais caro pelo combustível durante todo o dia de ontem. A maioria dos postos adiou para hoje o reajuste, esperando uma definição das distribuidoras para saber quanto seria repassado para o varejo. Cada bandeira impôs um percentual diferente para a gasolina e álcool.
A distribuidora Fox foi uma das que mais aumentou o preço, segundo informe encaminhado para o Sindicato do Comércio Varejista dos Combustíveis (Sindicombustíveis). O assessor da diretoria do Sindicombustíveis, Hamilton Acosta, disse que a Fox havia aumentado em 7% o a gasolina e o álcool. A distribuidora Extensão Petróleo também ficou entre as que mais repassaram os preços, com um aumento de 7,9% na gasolina e de 5,92% no álcool.
A Ipiranga/Atlantic subiu a gasolina em 3,5% e o álcool em 3%. A BR reajustou a gasolina em 6,2% e o álcool em 2,9%, conforme o Sindicombustíveis. Texaco e Esso passaram o dia definindo preços, mas não chegaram a um denominador comum. A Esso preferiu orientar os postos que trabalham com sua bandeira a aumentar em 3 centavos a gasolina e em 2 centavos o álcool.
Sem saber o que fazer, os donos dos postos esperaram uma acomodação no mercado. Eu nem sabia que teria aumento, assegurou o dono do posto Sol Levante, Pedro Danilo. Ele vendia gasolina ontem a R$ 0,879, à vista, e álcool a R$ 0,595. Entre 15 postos pesquisados pela Folha, apenas um havia aumentado o combustível, o Posto das Tartarugas. Logo pela manhã, o gerente Gilmar Odênio Silva recebeu a incumbência de aumentar em 5,5% a gasolina e em 3% o litro do álcool. Checamos com a distribuidora e remarcamos o preço, afirmou.
Em Londrina, alguns postos começaram ontem a praticar os novos preços da gasolina, álcool e diesel. A maioria, no entanto, também deixou para reajustar o preço hoje. Em função do poder aquisitivo da população, qualquer aumento repercute e sempre resulta em redução de vendas, afirmou Wladmir Bertoncine, dono do posto Centro Cívico.
No ramo há mais de 30 anos, o proprietário Ricardo Vicente pretende repassar o impacto da Cofins quando seu reservatório chegar ao estoque médio, o que deve acontecer hoje ou amanhã. Segundo informou, antes deste reajuste, a gasolina em Londrina podia ser encontrada entre R$ 0,80 e R$ 0,94. Ontem à tarde Vicente não sabia ainda qual seria o reajuste. (Colaborou Pedro Livorati)


