Os proprietários dos dois postos acusados de adulterar combustíveis pelo presidente da Associação dos Revendedores de Combustíveis do Norte do Paraná (Arcom), Ariovaldo Ferraz Arruda, rebateram ontem à Folha as acusações e negaram práticas ilegais em seus estabelecimentos.
O revendedor Ilson Gomes de Lima, do Posto Manancial, disse que a própria fiscalização da Agência Nacional de Petróleo (ANP) aprovou o combustível comercializado pelo posto, em laudo do dia 17 de novembro. Ele afirmou que consegue praticar um preço menor porque compra de companhias independentes e que tudo que transporta possui nota fiscal. Ontem, ele vendia a gasolina a R$ 1,49 e o álcool a R$ 0,85.
‘‘O presidente da Arcom pode receber da sua companhia condições para vender a qualquer preço, com R$ 0,07 de margem. Mas não é o meu caso’’, disse o revendedor. Ele disse que pretende entrar com ação judicial contra o presidente da Arcom por causa da acusação de adulteração.
O proprietário do Posto Carajás, Emílio Santaella, também negou que revenda produtos adulterados em seu estabelecimento. ‘‘Estou há 20 anos no ramo e existe fila no meu posto. Isso quer dizer que o meu produto é bom, porque o consumidor não é bobo e não voltaria’’.
Segundo ele, o preço menor é reflexo da queda da margem de lucro, ‘‘que está bem apertada’’ e da forte concorrência no setor. Ontem, ele comercializava o litro da gasolina a R$ 1,39 e o do álcool a R$ 0,79.
O promotor substituto de Defesa do Consumidor, Walter Yuyama, disse que só poderá se manifestar sobre a acusação feita pela Arcom, de que os dois postos adulterem combustível, após a apresentação de uma denúncia formal. Sobre o trabalho de fiscalização dos postos que deverá ser realizado pelo Procon, o promotor disse que ainda‘‘não teve retorno’’, porque o órgão recebeu o pedido para fiscalizar somente na última sexta-feira. (L.A.)

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