Posto que faz promoção, tem fila
Pesquisa de preço. Tudo indica que o consumidor tem levado a sério o conselho dos economistas quando vai abastecer o carro , garimpando promoções. Em Londrina, nos postos em que os preços estão abaixo da média (entre R$ 1,239 a R$ 1,329), houve filas nos últimos dias. Já os estabelecimentos que seguraram os preços em patamares mais altos, tiveram movimento fraco.
No Posto Esperança, que ontem vendia o litro da gasolina por R$ 1,239, valor adotado na semana passada, o movimento foi intenso e chegou a haver fila. O posto vendeu cerca de 30 mil litros de combustíveis, enquanto a média diária normal é de 15 mil, segundo o gerente Adonis Bordinassi.
O gerente do Posto Malassise, Antonio Malassise, considera a redução do poder aquisitivo da população como o principal motivo da normalidade no setor ontem, às vésperas de um anúncio de aumento. O consumidor só abastece se tiver dinheiro, argumentou, prevendo queda nas vendas entre 10% e 15%.
Mas o consumidor não precisa se preocupar com abastecimento. O diretor do Sindicombustíveis, Valter Sasso, disse ontem à Folha que as distribuidoras estavam entregando combustível normalmente aos postos revendedores. Recebi a quantidade pedida no meu posto hoje (ontem), informou.
Já o gerente do Posto Higienópolis, Sandro Zanchet, acredita que há possibilidade do velho problema no recebimento começar hoje. Toda vez que os preços dos combustíveis aumentam, as distribuidoras deixam de entregar os pedidos integralmente.
Zanchet também reclamou que a distribuidora Ipiranga tem elevado o preço desde a última sexta-feira por causa do anúncio do aumento pelo governo. Na semana passada, paguei R$ 1,169 pelo litro da gasolina, na segunda-feira, R$ 1,173 e, ontem, R$ 1,183. (Cláudia Lopes)





