Carmem Murara
De Curitiba
Depois de funcionar por 22 anos com a bandeira da Ipiranga, o Auto Posto Social, em Curitiba, foi interditado ontem, quando a distribuidora tentou fazer cumprir ordem de reintegração de posse, dada pela 11ª Vara Cível de Curitiba. A briga começou no final de maio quando os donos do postos anunciaram que não iriam mais renovar o contrato com a distribuidora, pois pretendiam mudar para a marca Hudson, que oferecia melhores preços e prazos. A Ipiranga decidiu retirar os tanques de combustíveis, ainda cheios, e as bombas.
No momento, em que o oficial de Justiça e os responsáveis pela Ipiranga tentavam cumprir a ordem de reintegração, o dono Everson Piegel chamou a Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi) - órgão da prefeitura que vistoria postos. Ao perceber risco de explosão, a Cosedi interditou o local. ‘‘A Ipiranga tentou esvaziar os tanques com uma bomba não adequada, o que é perigoso. Tudo poderia explodir’’, afirmou o responsável pelo Departamento Técnico Operacional da Cosedi, Paulo Almeida.
O dono do posto acompanhava o impasse com indignação e revolta. ‘‘Nunca atrasamos uma duplicata nem demos um cheque sem fundo para a Ipiranga e é assim que ela nos trata depois de 22 anos’’. Sem as bombas de abastecimento que já tinham sido retiradas, ele calcula que deixará de vender por dia 12 mil litros de combustível. O caso só terminará quando a Hudson instalar as novas bombas e tanques, o que poderá demorar até três meses. Os representantes da Ipiranga não quiseram falar.

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