Posto ganha mais com venda de álcool e GNV, indica ANP
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quarta-feira, 20 de novembro de 2002
Agência Estado 
Rio A venda de um litro de álcool hidratado ou o correspondente em gás natural veicular (GNV) rende mais a um posto do que a comercialização de gasolina ou óleo diesel. É o que aponta pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A margem entre o valor na distribuidora e o da bomba de combustível, que corresponde a 16% do preço final da gasolina, chega a ser de 33% no caso do álcool e de 70% no preço final do GNV, considerando os valores médios apurados pela ANP no País.
No Estado de São Paulo, maior produtor de álcool, a diferença entre a margem cobrada sobre este combustível e a gasolina é um pouco menor. Segundo a pesquisa da ANP, a margem sobre o litro de gasolina é de R$ 0,26, ou 13% do seu preço final, enquanto no álcool a margem é de 23%. No caso do GNV, a margem é de R$ 0,34 por metro cúbico, ou 43% do preço final. Segundo a União da Agroindústria Canavieira (Unica) apesar da diferença menor no Estado, ''as revendas têm aumentado suas margens''.
Usando como base de cálculo os dados das pesquisas semanais da ANP, a entidade, que reúne cerca de 300 usinas da região Centro-Sul do País, aponta que, em janeiro, a margem entre o preço da distribuidora e o da revenda aumentou mais com relação à venda de álcool do que de gasolina. A margem em janeiro era de 20% no preço médio nacional do álcool, ante 13% do preço final da gasolina e de 64% no GNV.
A pesquisa da ANP é contestada pela Federação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Fecombustíveis). Segundo o porta-voz da entidade, Roberto Shneider, há ''distorções na apuração''. Entre essas distorções, ele cita o fato de a ANP considerar a margem de diferença nos preços, sem especificar quanto fica para a revenda, quanto para a distribuição e ainda quanto é destinado ao frete para transporte do produto.
''Os postos têm uma margem bruta ou seja que não considera seus gastos com pessoal, instalações e pagamentos de impostos municipais, entre outras despesas que não ultrapassa os 10%. A concorrência entre os postos não permite margem maior'', afirmou.


