Marcos Zanatta
De Maringá
O gerente de um posto de combustível de Maringá denunciou ontem à Polícia Federal que está sofrendo ameaças anônimas ‘‘por manter os preços abaixo da concorrência’’. Sidney Dolfini, gerente do Posto Guadalupe, disse que foi obrigado a contratar seguranças depois de sofrer ameaças durante os últimos dias. ‘‘Anteontem um homem ligou para o posto e disse que ia explodir tudo’’, contou.
O Posto Guadalupe, comprado recentemente pela distribuidora Águia, também de Maringá, está vendendo o litro de gasolina a R$ 1,13 e o de álcool a R$ 0,49 à vista. O preço normal na cidade gira em torno de R$ 1,20 e R$ 0,69, respectivamente. ‘‘Ninguém veio aqui abertamente reclamar, mas nosso movimento deve estar preocupando a concorrência’’,
Segundo Dolfini, as ameaças eram feitas também no telefone da sua residência. Os dois aparelhos receberam identificadores de chamadas. O gerente disse que a contratação de seguranças dá mais tranqulidade aos funcionários e também aos clientes.
Ele não revela o volume de combustível que está comercializando, mas diz que depois que a distribuidora assumiu o posto, as vendas à vista representam 80% do movimento. ‘‘Antes o posto vendia cerca de 95 mil litros por mês, apenas 20% à vista’’, conta Dolfini. Os dois seguranças ficam durante o dia e parte da noite, até quando o movimento começa a diminuir.
ExameOs laudos do Tecpar, sobre a qualidade dos combustíveis nos postos de Maringá, não revelaram nenhuma adulteração do produto. O material foi analisado a pedido do delegado José Maurício de Lima Filho, que abriu inquérito para apurar a denúncia de formação de cartel e adulteração de combustíveis pelos postos da cidade. Foram recolhidas amostras de 15 postos. O inquérito foi aberto por causa da paridade de preços praticados pelos varejistas.

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