O Município deverá doar um terreno na Zona Oeste para instalação do primeiro posto de combustível de gás natural veicular (GNV) da Região Norte do Estado. A previsão é que o projeto de lei seja encaminhado à Câmara de Vereadores na próxima semana. A área de 3 mil metros quadrados está localizada na esquina das avenidas Brasília e Winston Churchill e foi avaliada em cerca de R$ 400 mil. Além de fornecer o gás veicular, há a expectativa de abastecimento de indústrias. A previsão é que o posto entre em funcionamento já em janeiro.
A doação do terreno deverá ser aprovada hoje durante reunião da Comissão Especial de Planejamento, Implantação e Acompanhamento Industrial de Londrina do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel). Ontem, diretores da Compagás (uma das entidades envolvidas na implantação do posto) estiveram na cidade para discutir o assunto e pré-aprovaram a área escolhida pelo município. O posto seria instalado através de uma joint-venture formada pela White Martins, Gastech, Petrobras e Compagás.
Atualmente, todos os postos de GNV instalados no País são abastecidos por um gasoduto. Como a Região Norte não conta com nenhum gasoduto, o estabelecimento em Londrina receberia o gás liquefeito, transportado por caminhões, e depois passaria por um processo de regaseificação, para alcançar novamente a sua forma gasosa. O gás deverá vir de Paulínia (interior de São Paulo). Segundo o vereador Henrique Barros (PMDB), representante da Câmara de Vereadores na Codel, o GNV deverá ser vendido ao consumidor final por R$ 1,45 o metro cúbico.
''Há um estudo, que já está bem adiantado, para instalação do gás natural nas indústrias que atualmente utilizam o GLP (gás liquefeito de petróleo, o mesmo utilizado nas cozinhas) como fonte de energia. O gás natural seria cerca de 40% mais barato do que o GLP para essas empresas'', afirma Barros. Para que essa instalação ficasse viável para a joint-venture, algumas indústrias âncoras (com consumo superior a 300 metros cúbicos por mês) teriam que se interessar pelo projeto. De acordo com o vereador pelo menos duas grandes empresas instaladas em Londrina e uma outra de Cornélio Procópio já teriam manifestado interesse em utilizar o gás natural.
Estrutura - O investimento da joint-venture na construção do posto seria de R$ 5 milhões. A previsão é que o empreendimento gere cerca de 40 empregos diretos e indiretos. No entanto, conforme Barros, estudos realizados em municípios que já contam com postos de GNV indicam que dois meses após a instalação do negócio são criadas de 10 a 18 empresas que atuam na conversação de motores veiculares. Com isso, seriam criadas mais 500 empregos.
Para que o posto seja viabilizado no município, a estimativa é que 3% da frota municipal - formada por cerca de 200 mil veículos - utilize o GNV. O prazo para que isso ocorra é de dois anos. ''O GNV é mais barato do que o álcool e a gasolina. Além disso, o gás líquido que será trazido à Londrina tem um nível de pureza superior ao gás comprimido (transportado pelos gasodutos), o que melhora o rendimento do motor'', comenta. Apesar de ser considerado uma energia limpa e bem mais barata do que a gasolina ou o álcool, o motor dos veículos perde rendimento com o GNV.

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