Posto de GNV movimenta cadeia de negócios
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segunda-feira, 03 de setembro de 2007
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
O primeiro posto de combustível de gás natural veicular (GNV) de Londrina deve entrar em funcionamento na próxima segunda-feira, mas meses antes começou a gerar novos negócios. Além de trazer investimentos de cerca de R$ 20 milhões na instalação do projeto para a cidade, oficinas credenciadas pelo Inmetro já trabalham na conversão dos motores dos veículos gerando empregos. A procura ainda é pequena, mas a expectativa é de aumento do trabalho a partir do funcionamento do posto. Os preços para conversão variam de R$ 1,8 mil a R$ 3,7 mil (dependendo do ano de fabricação do veículo e do tamanho dos cilindros) e, algumas oficinas, fazem parcelamentos em até 24 vezes.
Na Lael Centro Automotivo por enquanto foram feitas sete conversões de motores. No entanto, a expectativa é atender até 80 veículos por mês depois da inauguração do posto. Além das conversões, a estimativa é que o movimento da própria oficina cresça cerca de 30% com a manutenção dos motores. ''Todo ano os veículos têm que passar por inspeção do Detran e, por isso, tudo tem que estar funcionando bem'', afirma o proprietário Danilo de Azevedo. O quadro de funcionários também foi ampliado com a contratação de duas pessoas especializadas na conversão e também foram ministrados treinamentos para funcionários.
''O gás vai trazer mais desenvolvimento à cidade porque pode ser usado por indústrias, residências e carros. Acho que só teremos vantagens'', afirma Azevedo. Ele acrescenta que faz pesquisas sobre o gás há alguns anos e que vem acompanhando o seu desenvolvimento em várias cidades do País. ''O problema é que existem aventureiros no ramo, que usam peças de várias marcas no kit para baratear a conversão, mas essa prática compromete a qualidade'', alerta. O proprietário da GNV Generation, Bruno César Martins, montou a oficina apenas para fazer a conversão dos motores. ''Estou apostando no mercado. Acredito que o movimento vá ficar entre 30 e 50 carros por mês'', comenta.
José Maria da Silva Júnior também decidiu investir no segmento. Proprietário de uma empresa que terceirizava mão-de-obra em Cambé (13 km a oeste de Londrina) antes da chegada do gás, ele mudou o seu ramo de atividade e abriu uma oficina convertedora em Londrina. ''Temos uma expectativa muito boa, é uma nova opção para o mercado, um combustível limpo'', afirma. Silva comenta que um irmão atua no mesmo segmento em São Paulo há cinco anos. ''Vi a apresentação do projeto na Exposição (promovida pela Sociedade Rural do Paraná) e me interessei'', lembra. A partir do funcionamento do posto, a expectativa é que sejam convertidos quatro carros por dia.
Procura - O técnico químico Paulo Cesar Dias já foi a procura de informações sobre a conversão de motores para o gás natural. ''Comprei o carro há dois dias, nem conheço o seu consumo, mas vim conhecer porque é uma coisa nova em Londrina'', comenta. Ele diz que já buscou informações sobre o GNV em São Paulo e se interessou porque o preço do combustível é mais barato do que o dos demais. ''O gás também não acumula muitas impurezas no motor, mas antes de fazer a conversão vou fazer uma pesquisa de preços'', observa.


