Posto de Curitiba terá gás na bomba em julho
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quinta-feira, 29 de junho de 2000
José Marinho De Curitiba Especial para a Folha 
O Auto Posto Chu, no centro de Curitiba, é o primeiro a receber licença para vender gás natural no Paraná e deverá, a partir de julho, oferecer ao consumidor esta outra opção de combustível. A informação foi dada ontem pelo presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagás), Antonio Fernando Krempel, durante mesa redonda realizada na Federação das Indústrias do Estado (Fiep).
Krempel disse que outros seis postos aguardam aprovação para trabalhar com o produto. É a arrancada, segundo ele, da estruturação do Paraná para garantir no futuro grande oferta do gás combustível. Não há detalhes sobre a capacidade inicial do Posto Chu, mas o presidente da Compagás observa que a princípio a vantagem imediata será sentida pelo motorista que circula em média 200 quilômetros por dia. É que há necessidade da conversão do motor, que custa em torno de R$ 2.500. O uso do gás natural representará uma redução dos custos de aproximadamente 50%.
Esta e outras vantagens do gás natural foi exposta a empresários na mesa redonda promovida na Fiep. A Compagás trouxe técnicos de indústrias de São Paulo e Santa Catarina que utilizam o produto, para relatos de experiências e convencimento quanto ao uso. Uma das barreiras para a entrada do gás natural é o desconhecimento por parte dos consumidores sobre os benefícios, disse Krempel.
O foco principal da Compagás, no momento, é conseguir adesões das indústrias localizadas nos municípios por onde passa a rede, que hoje possui 90 quilômetros de extensão (Curitiba, Campo Largo, Araucária, Balsa Nova e Palmeira). Até julho serão 250 quilômetros, encampando também Ponta Grossa e São José dos Pinhais. Neste ano a Compagás está investindo R$ 40 milhões.
Segundo o presidente da companhia, o setor industrial funciona como âncora para a evolução do sistema na região. Outra base será a instalação de uma termelétrica perto de Londrina, que vai servir para impulsionar o projeto da canalização do gás entre aquele município e Maringá. Krempel informou que na próxima semana devem ser iniciados estudos para avaliar se é mais viável ligar o Norte do Paraná a uma fonte em Pitanga, no Sul do Paraná, ou construir um ramal do gasoduto Brasil-Bolívia a partir de Penápolis (SP). O gás natural responde atualmente por menos de 3% da matriz energética no Brasil.


