O filho do proprietário do Posto Carajás, em Londrina, Bruno Santaella afirmou ontem que só não comercializa a gasolina por R$ 1,65 porque teme sofrer novo atentado. Santaella disse anteontem, durante o depoimento ao delegado-operacional da 10ª Subdivisão Policial, Márcio Vinícius Amaro, que os postos do município poderiam vender o litro de gasolina por R$ 1,65 ‘‘de forma satisfatória’’.
Ontem, segundo Santaella, o produto estava sendo vendido no posto de sua família por R$ 1,76. A média de preços em Londrina, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), é de R$ 1,769. ‘‘Não podemos baixar os preços, estamos nos sentindo ameaçados. Toda vez que saio de casa tenho que olhar para os dois lados para ver se não há ninguém me observando’’, comentou. Bruno Santaella sofreu atentado à bala, no dia 10 de maio deste ano, quando chegava em casa.
A vereadora de Londrina, Elza Correia (PMDB-PR), convidou o diretor do Sindicombustível, Walter Sasso, e o presidente da Associação dos Revendedores de Combustíveis de Londrina (Arcom), Ariovaldo Arruda, para participar de uma audiência hoje na Câmara Municipal. Eles deveriam prestar esclarecimentos sobre as acusações que vêm sofrendo e sobre a situação do setor.
Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, os dois convidados enviaram ofícios para justificar a impossibilidade de participar da audiência, ‘‘por motivos de viagem e compromissos anteriores ao recebimento do convite.’’
No entanto, a assessoria informou que a vereadora Elza Correia irá formalizar novo convite.
Correção Foto publicada na edição de ontem da Folha Economia, na página 5, mostra Emílio Santaella, pai do empresário Bruno Santaella.(Guto Rocha)

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