Possibilidade de ingresso fácil no mercado
Kátia Maria Biesek sabia que suas características se encaixavam com o perfil da secretária executiva. ''Sempre fui muito séria, responsável, tinha vontade de fazer as coisas, ajudar, ficava muito envolvida com o que caia na minha mão''. Assim, viu na formação superior em Secretariado Executivo uma boa chance de ingressar rapidamente no mercado de trabalho. E foi o que aconteceu.
Sempre muito comunicativa, Kátia, recebeu na faculdade as ferramentas necessárias para procurar um emprego. Segundo ela, falar e escrever bem é fundamental, além das técnicas secretariais de como atender, conhecer o mecanismo do escritório, arquivismo, cerimonial e informática.
Formada há dez anos, Karim Cecília Kessele conta que enquanto a faculdade ensinava a teoria, os estágios em empresas permitiam aplicar os conhecimentos no cotidiano. ''É um curso bastante prático''. Ela conta que precisou usar a língua inglesa em algumas das empresas que trabalhou, mas não teve dificuldades devido aos estudos em uma escola de idiomas.
Na opinião de Kátia, a vontade de investir na carreira é muito importante, uma vez que cada secretária executiva ''recebe a missão de apagar um esteriótipo sobre a profissão''. ''As alunas ficam muito constrangidas quando veem na mídia uma imagem negativa da secretária''.
Para a professora Sara, o esforço vale a pena. A remuneração de uma secretária com curso superior varia desde R$ 600 até R$ 9 mil. A média salarial está em R$ 1,3 mil. E há a possibilidade de ampliar essa margem. Com o mestrado em educação, Kátia passou também a dar aulas na área. O investimento, na PUCPR, que é particular, é de R$ 650 por mês.(M.R.M.)





