Positivo Informática a um passo da venda
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Cláudia Palaci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os rumores da venda da Positivo Informática voltaram a movimentar o mercado financeiro. No pregão de quarta-feira, as ações da companhia subiram 45% e os papéis fecharam em R$ 10,45, com pico de R$ 13, registrando alta de 6%. Mas foi apenas ontem, que a chinesa Lenovo confirmou que está em discussões preliminares com terceiros sobre eventuais oportunidades de investimento e compra. Num comunicado, a maior fabricante de microcomputadores da China disse que não chegou a entrar em acordo sobre possíveis compras, sem fornecer mais detalhes e nem o nome de quem estaria no radar das aquisições. A declaração levantou especulações sobre a paranaense, pois executivos da Lenovo teriam visitado a sede da empresa, em Curitiba, pedindo exclusividade no processo.
As assessorias de imprensa da Lenovo e da Positivo Informática não confirmam a negociação e informaram que não há executivos autorizados a comentarem o caso, mas de acordo com a agência de notícias Folha News, uma proposta formal para a compra já teria sido feita. Os controladores, que detêm 70% das ações do grupo paranaense Positivo, teriam recebido propostas de, no máximo, R$ 2 bilhões mas, segundo a agência, por R$ 3 bilhões o negócio seria fechado, embora o preço alvo da empresa seja de R$ 4,7 bilhões. A norte-americana Dell também estaria na disputa. De acordo com publicação no site da Positivo Informática direcionado à Comissão de Valores Mobiliários, a empresa explicou que o banco UBS Pactual é responsável pela análise das ofertas de compra recebidas nos dois últimos anos. A Positivo Informática é a maior fabricante do Brasil de computadores e notebooks.
Segundo o analista de mercado André Paez, o investidor está animado com o suposto negócio por ser a chance de uma oferta de recompra das ações minoritárias por parte do comprador. ''Seria um ganho em relação a novembro. No momento, as ações já obtiveram alta de 81,50% desde o início de dezembro em relação ao fechamento do mês passado'', calcula. O especialista ainda afirma que para o consumidor não deve mudar nada. ''A fabricante brasileira demostrou ser uma forte concorrente ao crescimento das estrangeiras por ter uma estratégia de venda e preço que popularizou o computador. Não seria lógico mudar esta linha de mercado'', prevê. (Com agências)


