São Paulo Desta vez, não foi a Dell nem a HP. A Positivo Informática, de Curitiba, foi a empresa que mais vendeu microcomputadores no País no quarto trimestre de 2004, de acordo com estudo da empresa de pesquisas IDC. Apesar da liderança, a empresa ficou somente com 4,3% do mercado, dominado pelo chamado PC ''cinza'', de pequenos montadores de computadores, que normalmente praticam uma ou outra forma de sonegação de impostos. Os computadores ilegais têm mais de 70% de participação. No trimestre anterior, a americana Dell tinha ficado em primeiro lugar, com 4% do mercado. A Positivo estava em quinto.
''Houve uma conjunção de fatores'', disse o diretor-geral da Positivo Informática, Hélio Bruck Rotenberg, para explicar a ascensão da empresa. Uma delas foi o governo federal, um grande cliente da empresa, voltar a comprar no ano passado, depois da paradeira que houve antes das eleições e logo depois da posse. Outra foi o apetite das redes de varejo, mercado em que a Positivo começou a atuar em maio do ano passado, atendendo a redes como Casas Bahia, Colombo, Fnac e Ponto Frio. ''O varejo estava muito carente.'' A Positivo ocupou o espaço de marcas como a Metron, também brasileira, que chegou a ocupar a liderança de mercado.
No passado, a empresa produziu 101.219 máquinas, sendo 49% para o varejo, 48% para o setor público e 3% para o corporativo e educacional. Em 2003, haviam sido 21.496, com 82% para o governo e 18% para o corporativo.

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