Os quase 5 mil portuários de Paranaguá retornaram ontem pela manhã ao trabalho, encerrando uma greve nacional que durou 24 horas e foi comandada pelos trabalhadores do Porto de Santos. Eles decidiram voltar ao serviço após a comprovação de que não conseguiriam reverter a mudança na contratação de funcionários. Na noite anterior, os deputados federais aprovaram por maioria a Medida Provisória que transfere dos sindicatos para o Órgão Gestor de Mão-de-obra o poder de escolher quem vai fazer a movimentação dos navios.
O retorno ao trabalho foi à revelia da decisão da Federação Nacional dos Portuários, que somente pela manhã faria uma avaliação quanto ao fim da greve e quanto ao resultado da votação da Medida Provisória pelos deputados federais. Em Santos, os portuários estavam inconformados com a mudança no sistema de contratação dos trabalhadores e por isso ameaçavam manter todos os protestos. No Porto de São Francisco, em Santa Catarina, a greve permaneceu durante a tarde.
Os portuários de Paranaguá disseram que não adiantaria manter os navios parados no terminal portuário, pois os sindicatos não iriam conseguir anular a decisão dos deputados. ‘‘Fizemos uma mobilização nacional durante todo o dia de ontem (quarta-feira) e não conseguimos mudar uma vírgula sequer na Medida Provisória, então, para quê permanecer em greve?’, questionou o diretor geral do Sindicato dos Estivadores, Wilson Barbosa.

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