Portos têm deficiências em dragagem, diz Antaq
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de maio de 2006
Andréia Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um dos maiores problemas dos portos brasileiros é a deficiência no serviço de dragagem. A afirmação é do especialista em regulação de transportes aquaviários da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Bernardo Mader. Ele esteve presente no Seminário Nacional Contaminantes, Assoreamento, Dragagens e Licenciamento Ambiental nos Portos Brasileiros que terminou ontem no Teatro Municipal de Antonina.
Quando os portos estão com restrições operacionais representam aumento do Custo Brasil, disse. Segundo ele, as deficiências de dragagem provocam como conseqüências a redução do calado dos navios e a diminuição no transporte de cargas. Para ele, os maiores obstáculos para que os portos realizem a dragagem hoje são as licenças ambientais e orçamento disponível para isso.
A Antaq é responsável pela fiscalização e regulação da relação entre o prestador de serviço que oferece a dragagem e os portos. De acordo Mader, as empresas de dragagem são encaradas como companhias de navegação e só podem atender os terminais portuários brasileiros se forem constituídas no Brasil mesmo que com recursos de investidores estrangeiros. Para Mader, o maior gargalo para que os portos realizem a dragagem é a questão ambiental.
O seminário foi organizado pela Associação de Defesa do Meio Ambiente e do Desenvolvimento de Antonina (Ademadan) e contou com palestras de representantes do Ibama e de portos do Maranhão, Santos, Rio Grande do Sul, entre outros.


