Curitiba - Os trabalhadores portuários realizaram uma paralisação nacional durante a manhã de ontem que interrompeu as atividades em 12 portos nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Alagoas, Rio Grande do Norte e Pará. O movimento foi organizado pela Federação Nacional dos Portuários (FNP). Os portos do Paraná não aderiram à paralisação e operaram normalmente ontem.
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informou que ontem as operações estavam normais e que as escalas dos trabalhadores estavam sendo cumpridas. O presidente do Sindicato dos Estivadores, Antônio Carlos Bonzato, confirmou a informação da administração portuária. Segundo ele, ainda não há nenhum indicativo de paralisação.
Bonzato esclareceu que, em abril, deve acontecer uma plenária nacional para reivindicar alguns benefícios junto ao governo federal. Os trabalhadores querem aposentadoria especial aos 25 anos, realizar negociação direta com os novos terminais que serão licitados e manter a área atual do porto organizado. ‘’O governo federal quer diminuir o tamanho do porto organizado e não concordamos com isso’’, disse. Paranaguá tem hoje 1.050 estivadores e um total de 2.500 trabalhadores avulsos.
Segundo informações da FNP, uma nova paralisação de 24 horas está prevista para o próximo dia 30, a partir das 7 horas da manhã. Bonzato disse que os portos do Paraná não devem participar desta mobilização. Os trabalhadores reivindicam a implantação do plano de cargos, carreira e salários, a regulamentação da guarda portuária, sem terceirização e uma solução para o Portus, o fundo de previdência complementar da categoria. De acordo com a FNP, atualmente o Portus enfrenta dificuldades para pagar benefícios de seus assistidos devido à inadimplência das patrocinadoras e da União.
De acordo com o diretor de administração e finanças da FNP, José Renato Inácio de Rosa, se a pauta dos trabalhadores não for atendida, novas paralisações podem ocorrer em fevereiro. Nos dias 5 e 6 do próximo mês, representantes dos sindicatos filiados à FNP se reúnem na sede da entidade, em Brasília, para avaliar os rumos do movimento.

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