Porto testa carregamento de grãos com chuva
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quinta-feira, 04 de julho de 2013
Reportagem Local 
O Porto de Paranaguá fez esta semana o primeiro teste de um equipamento de cobertura para navios que permite o carregamento de grãos mesmo com chuva. Desenvolvido por uma empresa paranaense, instalada em São José dos Pinhais, a cobertura é acoplada na ponteira do shiploader e se encaixa no porão da embarcação, isolando a carga da umidade.
O secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e o superintendente dos Portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino, acompanham o teste. "Estamos trabalhando para tentar resolver este problema histórico dos portos que é a impossibilidade de embarcar grãos nos dias de chuva. Se esta solução se mostrar eficiente, o Porto de Paranaguá poderá ser o primeiro do Brasil a operar carga de grãos mesmo com chuva", diz o secretário.
O equipamento está em desenvolvimento há 14 meses. Agora que o protótipo em escala real ficou pronto, serão realizados diferentes testes para certificar a eficiência da estrutura. Em todas as etapas do processo, os componentes do equipamento estão sendo submetidos a rigorosos testes de qualidade, durabilidade, estanqueidade e funcionalidade.
Projeto
O equipamento que está sendo desenvolvido faz parte de um projeto pioneiro para carregamento de grãos com chuva. Até hoje, foram discutidas no Brasil soluções para embarque de açúcar com chuva, que é um produto que permite certo nível de umidade, pois o produto é bruto e vai para refino no Exterior.
No entanto, o milho, a soja e os farelos não toleram nenhum índice de umidade, sob pena de se perder toda a carga. Depois de carregado no navio, o produto fica cerca de 30 dias na embarcação e caso entre umidade nos porões a carga chegará fermentada e apodrecida no destino final.
Se o equipamento passar no teste, a Appa dará início à implantação do sistema. Para isso, serão demonstradas a todos os envolvidos no processo operadores, armadores, trabalhadores as características de segurança do equipamento, além de treinamentos do pessoal que irá utilizar a solução.
O equipamento deverá operar somente com chuvas leves e, em caso de chuvas intensas e ventos, ele será desativado de forma a resguardar a segurança dos trabalhadores, da carga e do navio.
"Acreditamos que estamos entrando numa nova era, que irá possibilitar o aumento das operações até que o governo federal dê andamento aos processos dos novos terminais que projetamos para os portos do Paraná", afirma Richa Filho.
De janeiro a junho deste ano, o Porto de Paranaguá registrou 51 dias de paralisações nas operações do Corredor de Exportação em função da chuva.


