Curitiba - A Secretaria Especial de Portos (SEP) apresentou ontem em Curitiba a proposta de arrendamento de dez áreas do Porto de Paranaguá que totaliza investimentos de R$ 1,6 bilhão. Os empreendimentos integram o segundo lote de licitações que serão realizadas pelo governo federal, seguindo as diretrizes do novo marco regulatório. Serão licitados dez novos terminais.
As licitações serão feitas nas áreas de grãos, fertilizantes, granéis líquidos, celulose, carga geral e veículos. O porto também terá seis novos berços. As concessões fazem parte do Programa de Investimento em Logística do governo federal que integra rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
O objetivo do investimento é aumentar o número de berços, agregar áreas, melhorar acessos rodoferroviários e aquaviários e, com isso, melhorar a eficiência da operação, além de aumentar a movimentação em 89% ou 36 milhões de toneladas, chegando a 76,4 milhões de toneladas por ano.
A consulta pública terá início oficialmente no próximo dia 30 de setembro e se estenderá até o dia 25 de outubro. Já está marcada uma audiência pública, em Paranaguá, presidida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários, para receber as contribuições da comunidade para o próximo dia 14 de outubro.
O superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, destacou que será importante a discussão pública que será feita depois do anúncio destes investimentos. Segundo ele, a proposta do governo federal não atende totalmente os interesses do Paraná. ‘’Nosso trabalho agora será convencer os técnicos que elaboraram esta proposta sobre a importância do Paraná no contexto portuário nacional’’, disse.
Para o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, o plano apresentado não contempla nenhum espaço especial para as cooperativas paranaenses, que respondem por 20 milhões de toneladas de grãos e por 40% dos frangos exportados no Brasil.

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