Porto Seco tem pelo menos dois interessados
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2004
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Pelo menos duas empresas já manifestaram interesse em gerenciar o Porto Seco de Londrina, segundo o presidente da Companhia de Desenvolvimento do município (Codel), Gabriel Ribeiro de Campos. Contatos do prefeito Nedson Micheleti em Brasília garantem para março o edital de licitações para início das obras de construção do porto, que deve conferir mais competitividade a pelo menos 120 empresas da região.
Reinvidicado pelo empresariado londrinense há pelo menos oito anos, a Estação Aduaneira do Interior (Eadi), ou Porto Seco, como é conhecida, pode trazer mais competitividade para pelo menos 120 empresas da região devido à redução de burocracias para exportação e facilidade para pagamento fragmentado de tributos sobre insumos importados. Outras centenas poderão iniciar processos de exportação e importação por causa das facilidades que o porto pode trazer.
Na opinião de Campos, Londrina conta com várias empresas com potencial e infra-estrutura necessárias para a gerência do porto, mas que não se manifestam sobre o assunto para evitar movimentos especulativos. Uma das duas empresas que tornou público seu interesse é a administradora do porto de Maringá. A outra é uma empresa de logística de Londrina.
Atualmente, o Ministério da Fazenda analisa o projeto para instalação do Eadi em Londrina e a liberação do edital de licitação é aguardado para março. No Paraná, somente as cidades de Curitiba, Maringá e Foz do Iguaçu possuem Portos Secos.
''Não fossem os lobbys de empresas e processos judiciais, Londrina poderia ter esse porto há muito mais tempo'', acredita o presidente da Codel, lembrando da ação movida por um maringaense contra a instalação do Porto em Londrina. Na ocasião, segundo Campos, a decisão foi favorável ao processante, que alegava que a cidade de Maringá sofreria grandes prejuízos com a concorrência de Londrina. ''Hoje, felizmente, somente problemas técnicos atrasam a instalação do Eadi aqui na cidade'', diz.
Questões como investimentos, número de empregos gerados e potencial de arrecadação com tributos para a cidade, de acordo com Campos, só poderão ser definidas após a liberação do edital. ''O que podemos afirmar com certeza é que os benefícios virão de todas as frentes, desde a geração de empregos, passando pelas vantagens aduaneiras para as indústrias, até a arrecadação de tributos para a Prefeitura'', afirma Campos.


