Depois de uma semana de expectativas, finalmente o advogado José Carlos Cal Garcia Filho protocolou ontem petição, em nome de sua cliente Lindamir Maria Portes Schindler, desistindo da ação civil pública que emperrou, até agora, a licitação para instalação da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) ou Porto Seco em Londrina. O pedido foi protocolado na 6 Vara da Justiça Federal, em Curitiba, às 16h50.
Não há previsão de quando o pedido deverá ser apreciado, mas só a notícia de que a petição havia sido protocolada trouxe alívio para o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Octávio Cesário Pereira Neto. ''Agora, realmente, temos a certeza de que o Município poderá dar sequência à documentação para a instalação do Porto Seco na cidade'', comentou. Ele calcula que a estrutura poderá entrar em operação, se tudo correr sem imprevistos, em seis meses.
Segundo ele, um dos interessados em participar da licitação para escolha da empresa que irá gerenciar o Porto Seco é a Enar Armazéns Gerais, que já possui estrutura pronta para instalação da Eadi. ''Caso a Enar ganhe a licitação, não perderemos tempo com obras'', adiantou.
A notícia de que a dona de casa Lindamir Schindler, de Maringá, desistiria da ação foi trazida a empresários de Londrina na semana passada pelo secretário da Indústria e Comércio do Estado, Eduardo Sciarra. A ação foi impetrada contra a União há cerca de quatro anos, pedindo a suspensão da licitação da Eadi de Londrina sob a alegação de que inviabilizaria a Eadi de Maringá, em operação.

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