A juíza Silvia Goraieb, da 4ª turma da Câmara do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre (RS), acenou com a possibilidade de dar seu parecer na ação que impede a instalação da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) em Londrina no próximo mês. Ela recebeu ontem a comissão formada pelo vereador André Vargas (PT), o presidente e o assessor jurídico da Companhia de Desenvolvimento de Londrina, Octávio Cesário Pereira Neto e Paulo Nolasco, respectivamente.
‘‘A juíza nos ouviu, mas falou pouco. Mesmo assim, nossas perspectivas são de que até o final deste mês ou início do próximo tenhamos alguma novidade’’, disse Vargas, em entrevista por telefone à Folha. A comissão entregou um dossiê à juíza com recortes de jornais sobre o assunto e as cartas do governador Jaime Lerner e do presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), George Hiraiwa, apoiando a instalação do Porto Seco na cidade. ‘‘Queremos, com isso, mostrar à juíza que existem muitas pessoas preocupadas e necessitando da instalação do Porto Seco em nossa região’’, comentou Vargas.
A Eadi de Londrina teve o processo licitatório suspenso devido a duas ações judiciais, uma ordinária, proposta pela administradora da Eadi de Maringá, a Name Ingá, que está na 9ª Vara Federal, em Curitiba; e outra ação civil pública, proposta pela contribuinte de Maringá Lindamir Maria Portes Schindler. O principal argumento usado nas duas petições é que a Eadi de Londrina poderia inviabilizar, economicamente, a de Maringá.
A Eadi é um terminal alfandegário, onde são oferecidos serviços de desembaraço, entrepostagem, movimentação de conteineres e mercadorias em geral destinadas a importação e exportação. Uma vez feito o processo burocrárico no porto seco, alivia-se o movimento e o trabalho nos postos alfandegários de portos marítimos e aeroportos do País.

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