Porto Seco já opera mas há limitações
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de janeiro de 2009
Renato Oliveira<br>Reportagem Local 
Os empresários da região já utilizam o Porto Seco de Londrina para operações de importação e exportação. No começo da próxima semana, chega da Inglaterra uma impressora profissional importada por uma gráfica. Até o final de janeiro, outras duas máquinas com a mesma finalidade também são aguardadas pelos empresários da região e promete movimentar o Aeroporto Internacional de Londrina.
Na ramo de exportação, uma indústria local fechou um negócio com um fornecedor do Chile e vai enviar uma carga de 10 esteiras de massagem. Ana Flávia Pigozzo, despachante aduaneira da empresa responsável pelos tramites, revelou que outras operações envolvendo herbicidas e cadeados estão agendadas para até o final do mês de janeiro.
A primeira operação do Porto Seco, feita no último dia 22 de dezembro, foi uma exportação. Uma indústria de bolsas de Ibiporã enviou 482 volumes de sacolas ecológicas para uma rede de supermercados de Lisboa, em Portugal.
Um contêiner da agência marítima de exportação que veio do Porto de Paranaguá foi carregado com 5.500 toneladas de sacolas. Em seguida, enviado para o Londrina onde foi feito o desembaraço de exportação no Terminal de Cargas Alfandegárias de Londrina (Teca).
Segundo Ana Flávia, a tramitação durou oito dias no total, porque no dia 30 a carga foi liberada e embarcada em um návio para Portugal. O Teca reduziu em sete dias o tempo de espera da indústria de Ibiporã. Em três horas nos adiantamos um trâmite que normalmente iria demorar mais uma semana, destacou.
A estrutura de atendimento do Porto Seco é reduzida e ainda não há uma área de despacho sobre rodas. Atualmente, a carga precisa ser descarregada para o despachante aduaneiro fazer a pesagem. Na sequência os produtos são recarregados e seguem viajem até o porto de Paranaguá. Por isso, muitos continuam fazendo o trâmite por Curitiba que já dispõe de uma balança específica. Isso tem sido um complicador, argumentou.
Outro problema é a necessidade de autorização sobre determinadas cargas que só cabem a órgãos específicos como o Ministério da Agricultura e da Saúde. Nestes casos, alguns produtos precisam da autorização federal para entrar no País e o como o termina de cargas ainda não tem representantes destes setores, determinadas operações são mais vantajosas em outros pontos.
Na prática, o trabalho exportação é feito por uma empresa de despacho aduaneiro, funcionários da Receita Federal. Em situações específicas, é necessário autorização de um órgão que atende o tipo de carga. Por isso nós estamos atuando apenas com produtos mais simples. No caso de soja, barras de aço e algumas matérias-primas para indústria que precisam de autorização ainda não dá para atender, finalizou Ana Flávia.


