Porto Seco em Londrina será licitado em 3 meses
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segunda-feira, 31 de março de 1997
Da Redação 
A Receita Federal deverá realizar dentro de três meses o processo de licitação para a definição da empresa que gerenciará a Estação Aduaneira de Londrina (Eadi), o chamado porto seco. As documentações com os novos detalhamentos técnicos macroeconômicos, elaborados pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), foram entregues ontem ao delegado da Receita em Londrina, Daniel Pelisson.
O próprio prefeito Antônio Belinati, acompanhado do vice Alex Canziani, presidente da Codel, foi quem entregou na Receita os documentos atualizados, montados em três volumes num total de 1.200 páginas. Uma cópia de todo o estudo também foi entregue em disquete, para facilitar a avaliação dos dados.
O processo de licitação para a abertura do porto seco em Londrina foi autorizado em novembro do ano passado pelo secretário da Receita Federal, Everardo Maciel. Mas o estudo de viabilidade econômica da Eadi foi elaborado em 1995 com dados técnicos de 1993. Estavam defasados, disse Daniel Pelisson, que então recomendou o retorno da documentação para a atualização da Codel.
Pelisson não soube estipular um prazo para o início das operações de aduana, mas acredita que, vencido todo o processo licitatório, a empresa escolhida terá todas as condições de se instalar e iniciar suas atividades. Segundo ele, informalmente pelo menos cinco empresas já demonstraram interesse em participar da licitação. E garantiu que, ainda esta semana o processo para a elaboração do edital de licitação estará na Superintendência da Receita Federal, em Curitiba, para a execução dos procedimentos técnicos.
Para o prefeito Antônio Belinati, a estação de Londrina poderá iniciar suas atividades dentro de um ano. Londrina é um pólo regional onde vivem 2 milhões de pessoas, e por isso o porto seco vai trazer uma grande valorização para os nossos empresários. Eles poderão exportar utilizando as nossas instalações.
De acordo com as estimativas técnicas, todo o complexo do Eadi de Londrina - em torno de aproximadamente 10 mil metros quadrados de área - pode custar cerca de R$ 12 milhões, mas o valor pode cair para quase a metade se uma parte da infra-estrutura já existir. O próprio documento elaborado pela Codel sugere as instalações do antigo IBC, próximo do pool de combustíveis, Região Oeste da cidade. O local definitivo, entretanto, ficará a cargo da empresa vencedora da licitação.
Com a aduana, as operações de importação e exportação serão facilitadas e desburocratizadas. As mercadorias poderão ser embaladas, carregadas ou desembarcadas de containers na própria estação sem o inconveniente de o empresário ter que desembaraçar o produto nos portos propriamente ditos.


