A ação civil pública que impedia o início do processo licitatório para instalação da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) de Londrina está extinta. A sentença foi assinada pela juíza substituta da 6 Vara da Justiça Federal, de Curitiba, Danielle Artifon, no dia 20 de setembro. Mas devido à transferência da Justiça Federal para outro prédio, os trabalhos ficaram suspensos por cerca de 15 dias e apenas ontem o documento chegou à Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
A sentença era esperada desde o final do ano passado, quando foi anunciada pelo então secretário da Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra, que a autora da ação, Lindamir Maria Portes, de Maringá, teria interesse em desistir do processo judicial. Ela entrou com ação há mais de cinco anos, quando iniciava o processo licitatório da Eadi Londrina alegando que sua instalação inviabilizaria o Porto Seco de Maringá, que já está em funcionamento há alguns anos.
A notícia da extinção oficial da ação foi recebida com satisfação pelo presidente da Codel, Octávio Cesário Pereira Neto. ``Estamos há muito tempo empenhados e aguardando por isso. Consideramos que esta foi uma das maiores conquistas desta administração``, comenta. Segundo Pereira Neto, pelos menos quatro grupos já mostraram interesse em participar da licitação.
Ele não arrisca uma data para que todo o processo seja concluído, mas adianta que se a vencedora da licitação tiver estrutura física pronta, a Eadi poderá entrar em funcionamento até o final do próximo ano. Ele calcula que a Eadi precisa estar instalada numa área de 200 mil metros quadrados para não ter dificuldades de crescimento. ``A expansão de uma Estação Aduaneira só pode ser feita a cada 10 anos,`` justifica. Segundo Pereira Neto, a previsão é que a Eadi gere cerca de mil empregos diretos e indiretos.
O delegado da Receita Federal em Londrina, Sérgio Nunes, informa que o órgão tem que ser notificado oficialmente pela Justiça Federal para só então dar início ao processo licitatório. Ele observa, no entanto, que parte desse trabalho está adiantado, sendo necessário atualizar dados levantados em 1996 sobre a viabilidade econômica e técnica da Eadi local. Nunes acredita que esse processo não deva demorar mais que um mês e destaca que um processo licitatório normal demora cerca de nove meses para estar concluído.
A estrutura do Porto Seco irá atender várias empresas que trabalham com importação e exportação de toda a região e a expectativa é que se torne um vetor de desenvolvimento, atraindo novos empreendimentos para Londrina e municípios vizinhos.
Entre as empresas que poderão utilizar a Eadi está a Pado, instalada em Cambé. Segundo a supervisora de importação e exportação da empresa, Bia Fialkoski, os produtos da Pado exportados para a América do Sul atualmente são desembaraçados em Uruguaiana (RS), Corumbá (MS) e Foz do Iguaçu. ``A possibilidade de liberar as mercadorias em Londrina é bastante interessante``, diz. Bia destaca as facilidades operacionais como a maior vantagem de um Porto Seco próximo à unidade produtiva. A Pado exporta fechaduras e cadeados.

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