Arquivo FolhaConquistaJosé Eduardo: ‘‘Produtores devem comemorar o desafio de manter o PR sem a doença por mais de 24 meses’’O ministro da Agricultura, Arlindo Porto, se comprometeu em levar pessoalmente à reunião anual da Organização Internacional de Epizootias (OIE), em janeiro de 1998, os exames de sorologia exigidos para que o Paraná e Mato Grosso do Sul sejam declarados áreas livres de febre aftosa com vacinação. Para agilizar o compromisso firmado ontem em Brasília, o ministro solicitou urgência ao Centro Paranamericano de Febre Aftosa para cumprir os prazos do cronograma de realização dos exames para avaliar a atividade viral nesses estados. E a implantação de barreiras sanitárias na divisa dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul com São Paulo será definida depois da análise dos exames sorológicos.
Como contrapartida do estado do Paraná, a Assembléia Legislativa aprovou por unanimidade, ontem, a realização de concurso público para contratação de 100 médicos veterinários e 40 engenheiros agrônomos. A previsão é que até o fim da semana o governador Jaime Lerner sancione o projeto que cria esses cargos na Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. A contratação de pessoal técnico é fundamental para manter as condições sanitárias do rebanho do Estado, que está há 26 meses sem registro de focos de febre aftosa.
Para complementar os procedimentos que visam a erradicação da febre aftosa no país, hoje o ministro da Agricultura assina com o ministro da Administração, Bresser Pereira, o protocolo de criação da Agência de Defesa Agropecuária, que vai executar várias funções que são de exclusividade do Ministério da Agricultura.
No dia 14 de julho, Arlindo Porto vem ao Paraná para assinar convênios com o governo estadual, liberando recursos para a implementação da agência aqui no Paraná. A agência deverá aproximar a relação entre o poder executivo e os produtores, acompanhando o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva e valorizando o conhecimento científico. Além disso, ajustará a atual política sanitária e fitossanitária brasileira às normas da OMC.
A decisão do ministro foi comemorada com entusiasmo pelos integrantes das comitivas dos dois estados. O secretário da Agricultura, Hermas Brandão, que foi entregar a solicitação para iniciar o processo de reconhecimento oficial, estava acompanhado do presidente da Faep, da Ocepar, do senador José Eduardo de Andrade Vieira, de deputados estaduais e 12 representantes da bancada federal do Estado.
Para o senador José Eduardo, ‘‘ o desafio de manter o Paraná sem a doença por mais de 24 meses deve ser muito comemorado pelos produtores’’. E o presidente da Faep, Ágide Meneguette afirmou que esta será a maior revolução da agropecuária paranaense nos últimos 30 anos.

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