Curitiba - A greve dos auditores fiscais da Receita Federal provocou uma média de 10% de cancelamentos na programação de embarques de navios no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). Por falta de documentos que são emitidos pelos auditores, uma parte dos contêineres não pode ser exportada. ''Estamos operando com o que estava em estoque'', disse o diretor superintendente do TCP, Juarez Moraes e Silva. Ele acredita que a situação piore a partir de amanhã. Durante o ano passado, o TCP movimentou 600 mil TEUS (unidade de contêineres de 20 pés).
Ontem, foi realizada uma reunião com os comandos de greve do Paraná e Santa Catarina, em Curitiba. O presidente do Unafisco de Paranaguá (sindicato que representa a categoria), Rodrigo Sais, disse que os auditores estão avaliando novas medidas que podem ser tomadas durante a paralisação. A greve já se arrasta desde o dia 18 de março.
Na Estação Aduaneira do Interior (Eadi) de Foz do Iguaçu o pátio estava lotado ontem com cerca de 700 caminhões. Estão sendo liberados cerca de 150 caminhões por dia contra 500 a 600 antes da paralisação. O presidente do Unafisco de Foz, Alfonso Burg, disse que ontem o movimento só não foi maior na Eadi porque era feriado na Argentina.
Os auditores têm um salário inicial de R$ 10 mil. O governo propõs aumento salarial de 17% mas a categoria reinvindica 42%.

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