Curitiba Vinte e oito caminhões com soja transgênica, pertencentes à empresa Adubos Viana, de Ponta Grossa, tiveram que retornar à origem sem descarregar o produto. Os caminhões foram refugados pela administração do Porto de Paranaguá no último fim de semana. Segundo a Agência Estadual de Notícias, é a segunda vez, em menos de 15 dias, que a empresa descumpre normas do porto. No último dia 26, foram rejeitados da mesma empresa 101 caminhões com soja geneticamente modificada.
Para o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, a prática criminosa é duplamente dolosa, ''uma vez que as cargas contaminadas chegam com laudo das empresas credenciadas, que executam a análise na origem do embarque nos caminhões, caracterizando a falsidade documental'', disse. Segundo ele, ''uma mesma nota é utilizada várias vezes para diferentes transportes de cargas'', denunciou à Agência de Notícias.
Essas cargas passam por uma nova avaliação, no Porto de Paranaguá, pela empresa pública de classificação Claspar, que detecta as irregularidades e veta o descarregamento.
Para o superintendente, há uma clara intenção de burlar as normas instituídas pelo Governo do Estado, que proíbe o embarque de soja transgênica para exportação, sem a devida segregação e rotulagem.
Segundo Eduardo Requião, em função das constantes irregularidades, a administração do porto vai adotar medidas mais duras no combate à falsidade documental.
''Agiremos com maior rigor com a retenção dos caminhões que, até agora, eram apenas obrigados a retornar ao local de origem'', diz o superintendente.
A reportagem da Folha procurou ontem a Adubos Viana para ouvir sua versão, mas a direção da empresa avisou que não iria comentar o assunto.

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