O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu ontem a licença de operação do Porto de Paranaguá, que regulariza dez anos de pendências ambientais da unidade, que teve licença até 2002. Com a permissão, a diretoria do porto tem aval dos órgãos ambientais para desenvolver melhorias, como projetos de acostagem, dragagem e ampliação.
Na última quarta-feira, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) firmou convênio com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá e da Universidade Estadual do Paraná (Funespar) para a criação de uma base de prontidão especializada no resgate e na despetrolização da fauna em caso de acidentes ambientais na área do complexo estuarino da baía de Paranaguá.
Essa era a última exigência não atendida da lista do Ibama para a aprovação do Plano de Emergência Individual (PEI) e emissão da licença de operação. "Estamos virando a página de uma situação irregular que perdurou por anos em Paranaguá", explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Projetos
A licença de operação habilita o porto a realizar todos os demais licenciamentos necessários para a execução dos projetos estruturantes. Dividino afirmou que o documento permitirá ao Porto de Paranaguá voltar a crescer de forma ordenada e em harmonia com a cidade e com o meio ambiente.
"Usamos o canal de acesso ao porto numa região sensível e temos a obrigação de cuidar do meio ambiente. Com a licença de operação, o porto passa estar regular perante autoridades ambientais e permite alcançar importantes projetos de melhoria que já temos traçados", comentou Dividino.

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