Porto pode 'segregar' soja, afirma Faep
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quarta-feira, 14 de setembro de 2005
Reportagem Local 
Curitiba A alegação do governo do Estado de que é impossível evitar a mistura de resíduos de soja transgênica na soja convencional foi rechaçada ontem pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). O presidente da entidade, Ágide Meneguette, disse que a desculpa do governo ''é uma invenção que a própria realidade desmente''. A Faep obteve liminar em mandado de segurança contra a proibição, pela Administração do Porto de Paranaguá, da exportação de soja transgênica.
No início do ano passado - lembra Meneguette - Paranaguá exportava, simultaneamente, trigo, milho, grãos de soja e farelo de soja de diferentes teores que não poderiam ser misturados. E fez isso sem nenhum problema. ''Nem o milho contaminou o trigo, nem o trigo contaminou a soja e o farelo e nenhum desses trouxe qualquer problema para a exportação do milho. Tudo foi segregado, conforme a exigência dos importadores, atestado pelas empresas certificadoras'', disse.
Com base em dados técnicos, a Faep afirma ser falaciosa a afirmativa da Administração do Porto de Paranaguá de que é impraticável a exportação de soja transgênica segregada. ''Trata-se apenas de teimosia, que começou com a proibição do plantio da soja transgênica, derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, passou pela interdição do uso do glifosato pós emergente, também derrubada na Justiça e culmina com essa proibição de embarque'', afirma Meneguette.
''Estamos no início do plantio da safra 2005/06 e o produtor precisa decidir o que vai fazer. A liminar concedida pelo juiz Hélio Arabori, da Comarca de Paranaguá, vai ajudar os produtores a escolher a semente que melhor lhe convém, inclusive a da soja transgênica, que reduz o seu custo de produção, ampliando a já apertada margem de rentabilidade, agravada pela atual política cambial'', diz. No próximo ano o Paraná deve colher algum acima de 2 milhões de toneladas de soja transgênica, que precisam ser exportadas pelo menor custo possível.(Leia mais na página de opinião).


