O ministro da Agricultura, Arlindo Porto defendeu ontem uma solução definitiva para o problema da securitização das dívidas rurais. Ele quer que o governo analise não só a proposta das lideranças rurais para que seja prorrogado o vencimento da primeira parcela dos débitos renegociados, previsto para outubro, como também novas definições para recalcular alguns contratos. ‘‘O momento não é de protelar a decisão, pois o produtor precisa ter rumo’’, afirmou Porto. Ele informou que o governo vai aguardar informações e
dados que possam justificar o pedido de prorrogação do pagamento da primeira parcela da securitização das dívidas rurais, feito segunda-feira pela Confederação Nacional da Agricultura e pela bancada ruralista no Congresso. ‘‘Temos de trabalhar com fatos concretos, pois há uma lei que fixou o prazo da securitização’’, afirmou o ministro.
A Comissão de Crédito Rural da CNA decidiu propor ao governo que o pagamento da primeira parcela da securitização seja transferido para o ano seguinte ao do vencimento da última parcela. Com a securitização, que envolveu um total superior a R$ 8 bilhões, foram atendidos mais de 300 mil produtores, que tiveram os prazos de pagamento esticados para sete a dez anos, com 24 meses de carência e juros de 3% ao ano.

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