Porto garante escoamento do milho
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 1997
Guto Rocha 
Paulo WolfgangSolenidadeMinistro Arlindo Porto durante lançamento da campanha contra perdas na colheita em Londrina O ministro da Agricultura e do Abastecimento, Arlindo Porto, disse ontem em Londrina que o governo vai liberar em março R$ 120 milhões para comercialização da safra e adotar uma série de medidas para enxugar o mercado de milho e garantir ao produtor pelo menos o Preço Mínimo. Gostaria de tranquilizar os produtores dizendo que o governo não vai se afastar da comercialização da safra, disse o ministro. Porto esteve em Londrina para o lançamento da Campanha de Redução de Perdas na Colheita e de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa.
Uma das medidas que o governo vai adotar, segundo Porto, é a antecipação do pagamento da primeira parcela da securitização de outubro para abril. Com isso, os produtores poderão quitar parte da securitização utilizando o milho. Se todos os beneficiados pela securitização resolverem pagar com o grão, o governo receberá 4,833 milhões de toneladas de milho. Mas isso não deverá acontecer, porque esperamos que o mercado de milho reaja antes, comentou Porto.
Para os produtores que utilizaram recursos do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) o governo garante o pagamento das dívidas através da equivalência-produto, não só de milho, pagando o Preço Mínimo, através da Aquisição do Governo Federal (AGF). O AGF também será utilizado para comprar até duas mil sacas milho de todos os produtores, independente do tamanho e da origem dos recursos utilizados para o custeio da safra.
Outra medida que deverá ser adotada para diminuir a oferta de milho no mercado será a liberação de Empréstimo do Governo Federal (EGF) para as indústrias moageiras. Mas, Porto observou que só terão acesso ao EGF as indústrias que pagarem pelo milho o preço mínimo de R$ 6,70. Os produtores não devem aceitar menos, porque quando o milho está barato o governo tem de comprar e quando está caro tem de vender mais barato que o mercado, e este não é o papel do governo, comentou.
E se não houver problemas operacionais, o contrato de opção, uma nova modalidade de comercialização da safra, deve começar a funcionar na primeira semana de março, quando será feito o primeiro leilão de contrato de opção para milho. Esta medida também visa agilizar o escoamento da produção de milho. Segundo Porto, estas medidas dependem da aprovação hoje no Conselho Monetário Nacional (CMN). Mas já é certo que o CMN aprove em votação as resoluções para a agricultura, afirmou Porto.


