Albari RosaMade in BrazilCaminhões aguardam para embarcar o açúcar nos navios. A carga, que vem da usina de Barra Bonita, no interior de São Paulo, será exportada para África e América CentralO antigo terminal portuário Francisco Matarazzo, hoje arrendado e administrado pela Shipping Terminais e Empreendimentos (STE), entrou na disputa nacional pela movimentação de açúcar. O porto espera embarcar até o final do ano entre 200 mil e 300 mil toneladas do produto. A retomada das atividades portuárias fez aquecer a economia do município de Antonina, que começa a sonhar com o desenvolvimento econômico de uma cidade que está estagnada há pelo menos 20 anos, desde que o grupo Matarazzo encerrou suas atividades no Estado.
O movimento maior de caminhões em direção ao terminal, rebatizado de ‘Shipping’, aconteceu nesta semana. Foi tempo suficiente para a população entender o que representa a atividade portuária. Na segunda-feira, 200 caminhões congestionaram a cidade, aguardando a autorização para desembarcar. Na sexta-feira, 50 caminhoneiros ainda esperavam a vez para colocar a carga no navio. Já foram embarcadas 25 mil toneladas desde o início do mês.
Albari RosaNovos empregosPortuários trabalham 24 horas com guinchos para retirar açúcar do caminhão: prefeitura e populacao de Antonina comemora a volta da atividade portuária na cidade
O açúcar está sendo exportado para países da África e América Central. O navio de bandeira maltesa ‘Flamingo Alfa’ recebeu 5 mil toneladas do produto para levar até Gâmbia, país do noroeste africano. O navio ‘Amber 2º’ embarcou açúcar para o Haiti (Amércia Central). Em cada porão cabem 15 mil toneladas de açúcar. Como no terminal Shipping só é possível embarcar até 5 mil toneladas, devido ao calado do porto, o restante é completado em Paranaguá ou com o navio ao largo do canal.
Com contrato de arrendamento de dez anos, a STE conseguiu mudar o estilo da pacata Antonina. Para atrair os exportadores de açúcar o recurso foi baratear os serviços em relação aos portos públicos. ‘‘Estamos com preço 50% mais barato em relação a Santos e 30% em relação a Paranaguᒒ, garante o arrendatário do terminal Ângelo Nicolaci Neto. Ele conta que a maioria do açúcar estava destina para o porto santista, mas acabou no Paraná.
O açúcar vem da usina de Barra Bonita, que fica na cidade de mesmo nome, no interior de São Paulo. Esta é a primeira vez que a usina faz opção por Antonina para escoar a produção. Além de Nicolaci, a prefeitura e a população antoninense comemoram a volta da atividade portuária na cidade. ‘‘O terminal fez renascer a esperança no município. Isso aqui representa progresso’’, vibra a prefeita Mônica Peluso (PST). Ela espera aumentar o recolhimento do Imposto Sobre Serviço (ISS) nos próximos meses. Ainda não há estimativa de quanto poderá ser arrecadado.

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