Porto e Cotriguaçu fazem acordo sobre farelo de soja
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quarta-feira, 26 de março de 2003
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) e a cooperativa Cotriguaçu chegaram ontem a um acordo diplomático em relação a um lote de 4.137 toneladas de farelo de soja armazenado pela empresa que não estaria dentro das especificações exigidas pelo mercado internacional. Na terça-feira, a superintendência da APPA ameaçou entrar com uma ação judicial contra a Cotriguaçu, alegando que a empresa desembarcou farelo de soja com teor protéico abaixo do permitido sem ter a permissão do porto.
Segundo o diretor técnico da APPA, Ogarito Linhares, a Cotriguaçu terá todas as suas mercadorias avaliadas pela Empresa de Classificação do Paraná (Claspar) antes do embarque em navios com destino a outros países. ''O objetivo é evitar que o farelo de soja fora dos padrões seja embarcado, prejudicando assim o nome do Porto de Paranaguá e dos exportadores do Estado junto ao mercado internacional'', explicou Linhares.
Em uma reunião realizada ontem com o presidente da Cotriguaçu, Valter Pitol, Linhares exigiu que o procedimento adotado pela gerência da empresa em Paranaguá não se repetisse. Segundo Linhares, a Cotriguaçu teria desembarcado a soja mesmo após receber um laudo da Claspar alertando para a má composição do lote de farelo de soja, que poderia contaminar as demais mercadorias estocadas no silo da empresa.
Pitol considerou o incidente como um episódio superado. ''Houve um desencontro nas informações, mas isso não será repetido. A Cotriguaçu continuará prestando seus serviços normalmente, respeitando os padrões de qualidade do porto'', garantiu Pitol.


