Vânia Casado
De Curitiba
O porto de Ponta do Félix, em Antonina, iniciou as operações no início do mês devendo embarcar a primeira carga, com produtos florestais como madeira serrada, compensada, pinus e celulose, no próximo dia 30. O porto será operado pela iniciativa privada, que investiu R$ 70 milhões na dragagem do canal e equipamentos. Os recursos investidos são oriundos dos fundos de pensão do Banco do Brasil, Copel, Banestado, Sanepar, Portus e Regius.
A inauração do porto foi ontem, com a presença do governador Jaime Lerner. O diretor do porto de Antonina, Kyoharu Miike, defendeu o modelo de investimento dos fundos de pensão para o sistema de previdência do país. Aproveitou a solenidade e reivindicou a construção da Estrada dos portos, para ligação de Antonina e Morretes com a rodovia BR-277. O porto Ponta do Félix deverá atender prioritáriamente produtos frigorificados, florestais e contêineres, para os quais foi equipado.
A administração do porto está apostando nesses segmentos para o retorno econômico do investimento porque são produtos de maior valor agregado. No Ponta do Félix, deverão ser movimentadas de 400 a 700 toneladas de produtos florestais, de 100 a 120 mil toneladas de produtos frigorificados e de 15 mil a 20 mil contêineres no ano 2.000. O fluxo de navios para Antonina deverá ser de médio porte. O acesso dos navios é feito pelo canal que atinge o porto de Antonina, com aproximadamente 12 quilômetros de extensão de 110 metros de soleira. Os navios de porte maior continuam sendo movimentados no porto de Paranaguá. Eles transportam produtos de menor valor agregado como petróleo e soja, disse o diretor técnico do porto Bernardo Gonçalves.
A construção de uma estrada entre Antonina e a Rodovia BR-277 foi reivindicada como contrapartida aos investimentos em infra-estrutura que a administração do porto Ponta do Félix está fazendo na região.

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