O Porto de Paranaguá caminha para ser o mais rápido do Brasil, de acordo com o diretor da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Lourenço Fregonese. Segundo ele, os investimentos de R$ 180 milhões aplicados entre 1998 e este ano pelo consórcio TCP permitirão quintuplicar o movimento de contêineres, aumentando a produtividade do porto. Com isso, a intenção é fazer com que o porto paranaense, tradicionalmente agrícola, receba cada vez mais cargas industriais, principalmente de produtos com maior valor agregado. Fregonese disse que a movimentação de contêineres no primeiro semestre subiu 30% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em setembro, o Terminal de Contêineres de Paranaguá receberá dois portêineres e outros equipamentos portuários que tornarão mais rápida e menos custosa a movimentação de carga. Segundo Fregonese, o terminal realiza atualmente 12 movimentos de contêineres por hora. Com a modernização, a partir de março de 2001, o terminal será cinco vezes mais rápido, podendo realizar 60 movimentos por hora. Segundo Fregonese, Paranaguá deverá competir com Santos em termos de agilidade, mas dificilmente terá a importância econômica do porto paulista.
Fregonese não acredita que o porto paranaense possa, um dia, ameaçar a predominância do Porto de Santos. Ele explicou que ainda é cedo para dizer se Paranaguá conseguirá chegar à meta de movimentar 21 milhões de toneladas de carga estabelecida pela Appa para este ano, volume 11% maior do que no ano anterior. ‘‘Isso vai depender da demanda de carga’’, disse. De acordo com ele, o preço do óleo e do farelo de soja caiu no mercado internacional, o que deve prejudicar as exportações de soja.
TrabalhoOs estivadores do Porto de Paranaguá decidiram ontem, em assembléia, dividir meio a meio os serviços da estiva entre os 484 estivadores registrados no sindicato e os 1.217 não registrados durante 30 dias. De acordo com Wilson Barbosa, da diretoria do Sindicato dos Estivadores, representantes das duas parcelas da categoria vão assinar hoje um termo de compromisso. Depois de um mês haverá uma audiência com representantes dos estivadores e do Ministério Público do Trabalho para avaliar o acordo e discutir uma solução definitiva.

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