A morosidade na exportação de soja pelo Porto de Paranaguá, esta semana, reduziu o interesse dos exportadores pelo Porto. Prova disso foi a redução do prêmio pago pelos embarques, que caiu US$ 0,27 abaixo da cotação de Chicago, informou Fernando Muraro, analista da Cotriguaçu. O preço da soja pago ao exportador ficou menor.
O atraso foi provocado pela quebra de um dos cinco equipamentos ship-loaders, que reduziu em 20% a capacidade de embarque, de 6.000 para 4.500 toneladas/hora. E pelas chuvas que impediram a abertura dos porões dos navios para receber a carga.
Como os exportadores têm pressa para aproveitar o câmbio favorável, o resultado é o aumento da fila de caminhões (ontem havia 800) e navios (10). Na quinta feira, o número de caminhões chegou a 1.500 ocupando 40 quilômetros. A média de espera dos caminhões é de 40 horas, mas esta semana chegou até 72 horas. Com a estiagem ocorrida ontem, os embarques foram acelerados.
A média de espera dos navios, depois que quebrou o equipamento e intensificou as chuvas, tem sido de 30 dias. Com isso o prêmio que era US$ 0,22 abaixo da cotação de Chicago caiu mais ainda, contrariando a expectativa do mercado, que esperava prêmio maior para o porto de Paranaguá, disse Muraro.
Tanto os silos dos corredores de exportação como dos terminais das cooperativas que operam no porto estão abarrotados de soja.
O presidente do Sindicato das Transportadoras de Cargas (Setcepar), Rui Chichella, criticou a direção do porto em permitir obras durante a safra. Em função de obras no pátio dos caminhões, a capacidade de vagas caiu de 1.100 para 300 caminhões.
Diária Os caminhões que permanecerem na fila BR-277 receberão diária de R$ 0,25 por tonelada/hora. O ressarcimento será feito pela administração do Porto e começa a ser contabilizado a partir de 25,30 horas após passar do pedágio. O controle será feito pelo pedágio, que indica a hora que o caminhão passou pela praça. A partir de então, conta o período de franquia e posteriormente começa a correr a diária, informou o presidente do Setcepar, Rui Chichela.
O pagamento da diária, através do controle do boleto do pedágio, foi decidido em reunião na 5ª feira, entre a direção do porto, transportadoras e exportadores de soja. As transportadoras estavam preocupadas com os prejuízos decorrentes do elevado período de espera para descarregar. O prejuízo, correspondente ao que o caminhão deixa de faturar, é avaliado pelo Setcepar em R$ 220,00 por dia.

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