Curitiba - O superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, disse ontem que o porto não terá condições de liberar a exportação de soja transgênica, mesmo que esta seja uma decisão imposta pelo governo federal ou por uma legislação federal. ''O Porto opera critério de qualidade e não pode permitir que os produtos geneticamente modificados contaminem a soja convencional ou a soja orgânica. O Porto vai manter a posição de exportar qualidade'', afirmou ele.
O vice-governador e secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento, Orlando Pessuti, disse que o Paraná vai continuar orientando os agricultores a plantarem soja convencional ou orgânica. ''Teremos a obrigação de cumprirmos a lei, mas as restrições vão continuar. O sentimento de precaução e recomendação aos agricultores deverá ser eterno. Não poderemos fazer guerra contra os transgênicos. Mas vamos lutar em favor dos orgânicos e dos convencionais que são bons para o meio ambiente, bons para a saúde animal e vegetal'', ponderou Pessuti.(L.P.)

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