Curitiba - O Porto de Paranaguá passa por um novo processo de dragagem que começou ontem e deve demorar 12 dias para ser concluído. Desta vez, os trabalhos incluem os berços de atracação. O primeiro trecho a ser dragado é o Corredor de Exportação. A meta principal é preparar os berços para atender a safra de grãos e permitir que os navios consigam embarcar com a plenitude de cargas a partir do início deste ano.
A draga holandesa da empresa Vanoord tem capacidade de cisterna de 4,9 mil metros cúbicos e irá dragar os 14 berços de atracação do cais comercial. Ao todo, a obra custará R$ 2,5 milhões e será paga com recursos próprios da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). O equipamento estava operando no Rio de Janeiro antes de chegar ao Paraná.
Para realizar a dragagem é necessária a desatracação de navios do cais. Por este motivo, os trabalhos serão realizados em três etapas. Na primeira delas será feita a dragagem dos berços 9 ao 14 - que compreendem o Corredor de Exportação. Finalizada esta etapa, que deve levar cinco dias para ser concluída, será iniciada a dragagem entre os berços 1 e 9, com um prazo previsto de três dias. Por último, será feita a dragagem entre os berços 14 ao 17, com duração prevista de dois dias.
Após a finalização de cada trecho de dragagem, será realizada uma batimetria - uma representação gráfica do relevo do fundo do mar - para verificar se a profundidade máxima foi atingida.
Os berços de atracação do Porto de Paranaguá têm profundidades diferentes. É que o cais foi sendo construído e ampliado ao longo dos 75 anos de existência do porto. As profundidades naturais dos berços variam entre oito e 12 metros. Com a ausência de dragagem há pelo menos seis anos, existem berços que estão com até três metros de profundidade a menos que o normal. Com a dragagem todos os berços voltarão a ter sua profundidade original. No início da história do porto o cais tinha 400 metros de extensão e hoje são 2.860 metros.
Serão retirados cerca de 110 mil metros cúbicos de sedimentos. O despejo do material dragado será feito em área autorizada pelo Ibama, que fica a 24 milhas náuticas do porto (cerca de 45 quilômetros).
No primeiro semestre de 2009, o porto passou pela dragagem de manutenção do Canal da Galheta que voltou a ter 15 metros de profundidade, na época. O trabalho foi realizado pela empresa Somar com uma draga holandesa, custou R$ 29 milhões que foram pagos com recursos próprios do porto. A capacidade da cisterna da draga era de 13,5 mil metros cúbicos e foram retirados 3 milhões de metros cúbicos de sedimentos. Este trabalho teve uma parada técnica para a manutenção do equipamento.
A próxima etapa é fazer uma nova dragagem de manutenção do Canal da Galheta e da bacia de evolução até julho deste ano. O custo deve ser de R$ 100 milhões que virão do caixa da Appa. Esse processo ainda precisa de licenciamento do Ibama para acontecer.
Depois de concluído este trabalho, virá a dragagem de aprofundamento do Canal da Galheta, que hoje está com 14 metros de profundidade. A ideia é contar com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e da Appa.

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