A Administração do Porto de Paranaguá iniciou no mês passado o processo de privatização do porto. No último dia 6, o Conselho de Autoridade Portuária aprovou o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento, que define as ações táticas e estratégicas para os próximos anos. Segundo o diretor técnico do porto, Luiz Ivan de Vasconcellos, ‘‘a privatização vai proporcionar maior movimentação de cargas, melhor qualidade na operação, menor tempo, maior segurança e custo menor’’.
Uma das primeiras metas do plano de desenvolvimento do porto é a construção de dois grandes terminais alfandegados em Paranaguá. Um deles será o Terminal de Contêineres (Tecon), com 300 mil metros quadrados. O outro será uma área de 200 mil metros quadrados para a armazenagem de veículos.
Os dois terminais serão construídos a leste do cais, numa área acessível por navio, trem e caminhão, e têm por finalidade atender às montadoras que estão se instalando no Paraná. No terminal de veículos será criado o ‘‘Districenter’’, um centro de apoio logístico para agregação de valor.
O pátio de estacionamento de veículos, com capacidade para 12 mil unidades, poderá ser utilizado por qualquer montadora. Depois de pronto, o terminal será subdividido em 15 lotes que poderão ser adquiridos pelos interessados, inclusive montadoras de outros Estados. Assim, uma parte do terminal será pública, para uso de qualquer empresa interessada, e outra, privada, de uso exclusivo das empresas que adquirirem os lotes.
A partir da assinatura dos contratos, os concessionários terão prazo de um ano para entregar e colocar em funcionamento a primeira etapa do projeto, que exigirá investimentos de cerca de R$ 31 milhões. Ao todo, incluindo o terminal de contêineres, serão investidos R$ 52 milhões.
Com a entrada da primeira etapa do Tecon em operação, a movimentação de cargas em contêineres deve quase duplicar, passando das atuais 90 mil toneladas por ano para 160 mil toneladas por ano.
Também consta no projeto de modernização do Porto de Paranaguá a construção de outros quatro terminais para cargas diferentes: um para granéis, outro de cereais, um de fertilizantes e mais um de açúcares e caixarias. Todos serão construídos e operados pela iniciativa privada através de concessão do Estado. Caberá aos concessionários a construção dos prédios para a administração e a Receita Federal.

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